Da Nascente até à Foz - Rios de Portugal

Parceiro: Promobooks
Modelo: Da Nascente até à Foz
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53,00€
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o seu preço: 20,85€
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Características do Livro:


Sinopse:


Como enormes cobras azuis, espreguiçam-se indolentes e plácidos ao sabor de paisagens, quase sempre sublimes, que acolhem 

como suas. Como se tivessem vida, esgueiram-se rebeldes sob eriçados fraguedos, correm leves sobre planícies ondulantes ou 

mergulham fundo nos meandros bravios dos vales onde só a correnteza ecoa, alheia a caprichos de fronteira ou de geografia 

humana.

Quando amansados, quedam-se dóceis, de encontro às paredes que lhes foram erguendo no leito, mas se agitados, toldados pelas 

bátegas inclementes do céu, enfurecem-se e resfolgam selvajaria estrado fora, amedrontando quem lhes procura deitar a mão. 

São derradeiros redutos de uma vida animal que mal se conhece e já começou a desaparecer; são reserva genética de todas as 

plantas que jardim botânico algum poderá jamais possuir; são, enfim, o princípio e o fim de tudo o que anda, caminha, voa, 

rasteja e vegeta neste chão mais vezes sulcado pelo desgosto do que foi mas já não é, do que agraciado pela felicidade do que 

se perdeu mas voltou a ser.

Mais ou menos conhecidos, cantados ou não, os rios, os portugueses e os ibéricos, foram e são os veios de ligação ao tempo em 

que as calçadas e os caminhos-de-ferro, rasgados de encontro ao país interior, profundamente isolado e selvagem que poucos 

conheciam, se fazia de mãos dadas com os vales onde a água se rebelava em rédea solta, sem obstáculos que não os açudes onde 

os moleiros erguiam, pedra a pedra, os moinhos que, antes deles, pela mão dos romanos, haviam chegado às províncias e 

conventos da Hispânia.

Reconstruindo aos pedaços essas viagens de vagões e locomotivas, de barcas e barqueiros, de pescadores, moleiros e 

contrabandistas, escapamo-nos país fora, navegando ao sabor da corrente, com toda a terra à vista. E foi com o vagar próprio 

das coisas que não se procuram mas se vão encontrando, que demandámos o que sobrou desse espaço primitivo profundamente 

escavado nos leitos onde a natureza, que é nativa, sobreviveu e continua a pautar os dias pelos relógios exactos do sol e da 

lua.

Vimos de perto os grande abutres do Douro Internacional e das portas de Ródão, sentimos o derradeiro palpitar dos moliceiros 

da ria de Aveiro, deixámo-nos arrebatar pelas hordas de aves do "grande Azul", acompanhámos com emoção a chegada das 

lampreias às redes do Cávado e do Minho, redescobrimos velhos moinhos do grande Guadiana, e deixámo-nos enfeitiçar pelos 

berços serranos do Lima, do Mondego e até do Mira, o rio das águas minguadas que o Alentejo, liso e plano como a palma da 

mão, perpetua em quadros de desmedida beleza onde as searas convertem o sol de Verão em espiga madura.


Índice:

RIOS de FRONTEIRA

1. A raia dos contrabandistas - Rio Minho

2. O rio do esquecimento - Rio Lima

3. O curso das muitas águas - Rio Douro

4. Os caminhos da Aqua mater - Rio Tejo

5. O senhor da planície - Rio Guadiana


RIOS PORTUGUESES

6. O regaço dos deuses - Rio Cávado

7. As águas da "Terra do Demo" - Rio Vouga

8. A estrada da Beira - Rio Mondego

9. Pelo vagar do "grande Azul" - Rio Sado

10. As tranquilas águas do sul - Rio Mira


Sobre os Autores:

Jorge Nunes
Nasceu em Lisboa em 1970. Licenciado em Biologia, professor, jornalista e fotógrafo de Natureza freelancer, tem vindo a aliar 

os seus conhecimentos biológicos e a sua experiência de naturalista ao registo fotográfico das sedutoras formas e cores da 

natureza. Percorre o País de lés-a-lés em busca dos seus temas fotográficos, que vão desde os quase microscópicos insectos 

até aos fugazes mamíferos. As raridades biológicas, as singularidades das plantas e dos animais e as magnânimas paisagens não 

têm passado indiferentes à sua objectiva e sensibilidade estética. O seu acervo fotográfico tem servido para ilustrar várias 

obras de diferentes editoras, e mais de uma centena de artigos de que é autor ou co-autor, editados em diversas revistas e 

publicações periódicas. É co-autor e editor fotográfico de vários livros dedicados à divulgação do património natural 

português.


Manuel Nunes
Nasceu em Lousada em 1973. Arqueólogo, professor e jornalista freelancer, é membro de várias associações de protecção e 

conservação da Natureza, onde tem vindo a desenvolver ao longo da última década inúmeras actividades ligadas á promoção da 

Educação Ambiental e à divulgação do património natural. Colabora regularmente com diversas revistas e edições periódicas 

portuguesas, onde é autor de dezenas de textos relacionados com as mais  diversas temáticas ambientais, com particular 

enfoque na problemática da conservação do Lobo em Portugal, uma das suas áreas de interesse e de investigação. É co-autor e 

coordenador de vários livros dedicados à divulgação do património natural português.


Outras:

Autoria: Jorge Nunes, Manuel Nunes

Editora: Edições INAPA

Ano: 2005

Tipo de capa: dura

Número de páginas: 160

Dimensões: 250 x322 x 18 mm

Idioma: Português

 
Tempo médio de envio: 5 dias

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